terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Instantes …



As ondas embalam o meu sono cansado
A brisa marítima transporta – me para outro lugar

Etéreo
Límpido
Lunar

O vento beija – me os cabelos revoltos
A areia fina acaricia – me a pele
O sol aquece o meu corpo que, aos poucos,
Se deixa levitar

Sinto um vazio em mim
Onde estão as palavras que percorrem, frenéticas, este cérebro
Acelerado?
Onde estão as ideias que invadem, a cada segundo, o percurso vertiginoso das letras que dão voz a essas mesmas palavras?

Vazio …
Nada me ocorre

E, contudo,
É esta a paz que incessantemente procuro
E que só aqui
À beira – mar
Consigo, por breves instantes,
Encontrar.


Carla Alves ©
03 de Dezembro de 2008

2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Moras perto do mar, que também é fonte da tua inspiração de poeta.
Gostei muito deste poema, que já li várias vezes.
As ideias hão-de beijar-te e acariciar-te e, então, o poema vai renascer, inteiro, preenchendo-te esse vazio passageiro, numa paz duradoira que te ilumine de palavras e imagens poéticas.
Um beijo em ti.

Helena Paixão disse...

Pegando nas tuas próprias palavras:
“Vazio …
Nada me ocorre”
É assim que fiquei depois de ler estas tuas belissimas palavras em forma de desabafo. Como gostava de saber expressar-me assim…

Bjocas