domingo, 1 de junho de 2008
Verão distante …
Sonho com o azul do mar
O branco infinito
Da espuma das ondas
Envolvendo o meu corpo
Luz, cor, harmonia
Os dias que passam
Vagarosamente
Tranquilos
Como o suave balançar de um veleiro
Que, ao longe, no horizonte
Se avista …
4 de Maio de 2008,
Carla Alves ©
Sonhando …
Com o olhar terno de criança
Sonhando …
Com o olhar luminoso
Repleto de ilusão
Sonhando …
Com esperança no futuro
Sonhando …
Com um sorriso aberto
Despertando para cada amanhecer.
Carla Alves
19 de Abril de 2008 ©
terça-feira, 25 de março de 2008
Fragmentos...
Fragmentos … de uma vida …
Dentro do céu existe um mar
Um mar de estrelas prontas a guiar
Uma nau sem velas, sem rumo, sem norte
Que, à deriva, procura um porto para pousar …
Descansar um corpo cortado pelo sol, a salitre,
A dor, o ódio, a raiva
De um marinheiro guerreiro, audaz
Que luta contra o tempo que teima em escassear,
Que lhe tolhe a vida, perdida no mar, à deriva …
Sozinho, rastejando ante a terra que
Ao longe se avista
Longe, longínqua, do outro lado do Oceano
Onde a dor não existe, o sofrimento não impera
Apenas a paz, a calma, a luz que ilumina um corpo
Inerte … cansado de lutar.
02 – 08 – 2007
Carla Alves ©
(Dedicado à minha prima Ana, cuja morte (a 26 de Março de 2008) deixou o “nosso” mundo “vazio” e repleto de saudade …).
Um pouco de mar …
Sinto a minha alma cansada
Cansada de tanto correr,
Saltar, pular, esticar
O vazio dos meus dias até ao amanhecer.
Cansada de tanto correr,
Saltar, pular, esticar
O vazio dos meus dias até ao amanhecer.
Quero parar … preciso de parar …
Não posso!
Continuo o meu caminho …
Corro, salto, pulo, estico
Os ponteiros do relógio até à exaustão.
Não posso!
Continuo o meu caminho …
Corro, salto, pulo, estico
Os ponteiros do relógio até à exaustão.
Como eu gostava de repousar
Num mar azul, transparente
Deixar a minha cabeça cair na areia
Fina, molhada
Abraçar as ondas macias
E adormecer …
14 de Fevereiro de 2008
Carla Alves ©
Num mar azul, transparente
Deixar a minha cabeça cair na areia
Fina, molhada
Abraçar as ondas macias
E adormecer …
14 de Fevereiro de 2008
Carla Alves ©
Nostalgia duma noite de Verão …
Pinto o teu rosto a pincel
Adorno – o com paixão
Sabor a mar e a magia
Melodia numa noite de Verão
Azul cristalino,
O brilho do teu olhar
Contemplo o horizonte longínquo …
Da janela do meu quarto
Avisto, ao longe, o mar …
A areia fina e macia
Percorre suave os nossos corpos
Dourados, entrelaçados,
Perdidos na imensidão
Duma praia deserta
Recordo o teu sorriso
Traquina
Atrevido
Malícia envolta em doçura
Paixão
Sob o luar
16 de Março de 2008
Carla Alves ©
Deambulando … entre o real e o imaginário …
Sonho com um sol azul
Um mar dourado
Um campo de borboletas
Flores multicolores.
Neste mundo às avessas
Misturo o real e o imaginário
Crio uma nova paleta de cores.
Sensações, emoções, palavras
Que esvoaçam
Soltas … ao vento
Presas à doçura das recordações.
Rio, sorrio …
O meu mundo continua vazio
Cheio da ausência de ti
Repleto de recordações
Emoções que transbordam …
Enchem os meus olhos de lágrimas
Salgadas
Doridas
Pinto – as de doçura
Saio para a rua
E invento um novo mundo!
Um mundo imaginário
Onde o real e o irreal se misturam
Tudo é possível
Não há limites para a imaginação.
O sol é azul
O mar dourado
O vento salgado
Salitre não tem sabor.
29 de Fevereiro de 2008
Carla Alves ©
Poesias Soltas...
Uma janela aberta sobre o mar
Um mundo por conquistar
Desafios, aventuras, países longínquos
Terras por desbravar
Cá dentro (desta janela)
O calor, o aconchego do lar
Paz, calma, serenidade,
Uma brisa leve, o som da água
A bater, devagarinho, compassada
Fecho o livro que li e reli durante a tarde,
Pouso a cabeça no encosto da cadeira e adormeço
Envolta nesse som, ritmado
Sentindo o cheiro a maresia e
Sonho com as viagens por fazer, as terras por conhecer,
Mas sempre o sol, o mar,
A paz …
16 de Setembro de 2007,
Carla Alves ©
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