sábado, 21 de março de 2009
Emoções …
Avisto, ao longe, um campo de girassóis
Quanta cor
Quanta beleza
Disparam na minha memória
A recordação de ti
Uma lágrima rola
E depois outra
Após outra
Após outra
Tento, em vão, demover este dilúvio
De dor
Que, momentâneo, avivou em mim
Emoções que julgava perdidas
Na memória do tempo
Fito, perdida, o horizonte de cor
E por entre os girassóis
Corro
Feliz
Atrás das borboletas
Que,
Coloridas,
Me devolvem o sorriso
Bebendo da minha aveludada face
As lágrimas que, incessantemente, rolam
E, na leveza do seu bailado,
Apago, por breves instantes,
A minha dor.
Carla Alves ©
14 de Março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Inquietude (s) …
Corro, dia após dia, atrás do nada que o hoje deixou
O amanhã parece – me sempre distante e
Contudo
Num ápice
O amanhã, velozmente, passou
Procuro incessantemente
O sossego dos dias que o tempo levou
Fecho os olhos e percorro o passado
Agora revisitado
Sinto a doçura das noites tranquilas
Os dias alegres
O riso pintado a cor
Amarelo
Laranja
Encarnado
A alegria que transborda de um passado cheio de vida
Sonhos
Emoções
Guardo esta imagem na minha memória e
De olhos cerrados
Mergulho no amanhã
Lanço – me ao acaso dos dias
Entrego – me voluntariamente à sorte
Do futuro
Que, recém – chegado,
Já passou …
15 de Março de 2009
Carla Alves ©
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
O que é a Felicidade?
Felicidade é poder acordar ao relento
Num imenso areal
Sentir a frescura da brisa marítima
Beijar o meu rosto
Procurar na doçura dos finos raios de sol
O calor que revitaliza o meu corpo
Felicidade é correr atrás de um papagaio de papel
Colorido
Tentar voar e não conseguir descolar do chão
Felicidade é avistar ao longe os brancos veleiros
Fechar os olhos e sonhar
Mergulhar nas ondas revoltas do Oceano
Partir à deriva para outro lugar
Felicidade é olhar para ti e sorrir
Tentar esconder o brilho nos meus olhos
E, num gesto precipitado,
Agarrar, com força, a tua mão e fugir
Partir à procura da Felicidade
Por entre o azul deste mar
Vestir – me de verdes – algas
O meu cabelo com pérolas – conchas esculpir
Felicidade é ter – te SEMPRE aqui!
Carla Alves ©
24 de Fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Quadro inacabado …
Pintei a minha noite de branco
Apaguei as estrelas
E
Num salto imaginário
Agarrei o sol
Tons quentes dão agora vida
À recheada paleta das emoções
Peguei na Lua e transformei – a num enorme sorriso
Aberto ao mundo
Adicionei – lhe uma mistura de sonho com um travo de ilusão
Fecho os olhos e tento imaginar
O teu rosto do lado – de – lá desta tela
Não consigo.
O tempo fez – me esquecer os contornos
As linhas que, outrora, transbordavam vida
Deixo a minha obra inacabada.
A noite dará, em breve, lugar ao dia
Procurarei, então, na imensidão do mar
O azul cristalino dos teus olhos
Guardarei essa cor na palma das minhas mãos
E com lágrimas salgadas
Salpicarei o meu quadro de vida
Carla Alves ©
17 de Fevereiro de 2009
17 de Fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Vagueando …
É cedo
Muito cedo ainda
A praia está completamente deserta
O vento desprende – me os revoltos cabelos
Que tento, em vão, apaziguar
Caminho sozinha pelo branco areal
Fito a imperceptível linha que delimita, ao longe, o horizonte
Tudo é azul
Tudo é calmo
Tudo é paz
As ondas espreguiçam – se suavemente
Salpicando – me as calças semi – arregaçadas
O ritmo compassado da sua dança
Embala o meu sono cansado
Deixo – me, lentamente, adormecer
Deitada na areia
Toda eu sou mar
Mergulho, à deriva, pensamentos soltos
Sinto – me livre
Respiro paz
11 de Fevereiro de 2009,
Carla Alves ©
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Momentos …
Faz tempo que não escrevo
E como eu gosto de por no papel as minhas ideias!
Deixá – las fluir
Livremente
Ao sabor das emoções
Rodopiando por entre o teclado
Noctívago
Procurando no sossego da noite
A paz
O silêncio onde bebo a inspiração
No qual deito o meu colo cansado
Exausto
E com ele teço um bailado solitário
Eu,
A minha imaginação,
E as palavras soltas
Que me dão voz
Sinto – me rejuvenescida!
Vivo através da escrita
Respiro poesia
E sem ela não consigo adormecer
O cansaço entediante
Dos meus dias …
E como eu gosto de por no papel as minhas ideias!
Deixá – las fluir
Livremente
Ao sabor das emoções
Rodopiando por entre o teclado
Noctívago
Procurando no sossego da noite
A paz
O silêncio onde bebo a inspiração
No qual deito o meu colo cansado
Exausto
E com ele teço um bailado solitário
Eu,
A minha imaginação,
E as palavras soltas
Que me dão voz
Sinto – me rejuvenescida!
Vivo através da escrita
Respiro poesia
E sem ela não consigo adormecer
O cansaço entediante
Dos meus dias …
Carla Alves ©
18 de Janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
Momentos …
O vento sopra
Forte
A chuva cai
Intensamente
Vazio
A rua está deserta
Oiço, lá fora, os assobios vorazes
O ritmo compassado das gotas de água que caem
Abruptamente
Lembro – me de ti …
Escrevo freneticamente
O teclado range
As ideias flúem velozmente
E aquilo que seria
Supostamente
Um poema de amor
Acaba por ser
Um mero registo
De um efémero momento
Solitário
Povoado pela recordação
De ti
Forte
A chuva cai
Intensamente
Vazio
A rua está deserta
Oiço, lá fora, os assobios vorazes
O ritmo compassado das gotas de água que caem
Abruptamente
Lembro – me de ti …
Escrevo freneticamente
O teclado range
As ideias flúem velozmente
E aquilo que seria
Supostamente
Um poema de amor
Acaba por ser
Um mero registo
De um efémero momento
Solitário
Povoado pela recordação
De ti
Carla Alves ©
18 de Janeiro de 2009
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